Diablo 4: jogo agrada com belos gráficos e história

Diablo 4 trará Lilith como principal antagonista e chega em junho; veja análise completa

Diablo 4 trará Lilith como principal antagonista e chega em junho; veja análise completa Divulgação/Blizzard

Diablo 4 (ou Diablo IV) é o mais novo jogo da franquia da Blizzard, com data de lançamento marcada para 6 de junho e chegando para PlayStation 5 (PS5), PlayStation 4 (PS4), Xbox Series X, Xbox Series S e Xbox One, além de PC. O título dá sequência aos eventos iniciados desde o primeiro game, Diablo 1, em 1997. Pela primeira vez na série, os jogadores poderão desfrutar de um vasto mundo aberto repleto de desafios na gameplay.

Essa novidade tem atraído muitos jogadores, tanto que no primeiro beta aberto de Diablo IV, a Blizzard registrou mais de 1 milhão de usuários. Após o muito criticado Diablo Immortal, lançado em 2022, Diablo 4 promete agradar antigos e novos fãs da franquia trazendo novidades e melhorando recursos antigos. O TechTudo testou o jogo em uma versão de pré-lançamento e traz nossas primeiras impressões sobre o game. Confira o review a seguir:

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Diablo IV lança dia 06 de junho repleto de ansiedade pelos fãs, 11 anos após Diablo III. — Foto: Divulgação/Blizzard

Diablo IV lança dia 06 de junho repleto de ansiedade pelos fãs, 11 anos após Diablo III. — Foto: Divulgação/Blizzard

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Um clássico RPG de ação

 

Diablo 4 é classificado no estilo RPG de ação, ou seja, é um game cuja característica principal é marcada pela jogabilidade dinâmica, com muitos inimigos ao mesmo tempo. Outros títulos semelhantes de sucesso recente são Path of Exile e Lost Ark, por exemplo. A gameplay basicamente se resume a completar as missões pelo mundo, matando monstros para evoluir o personagem e farmar, ou seja, aumentar seu nível de pouco a pouco para enfrentar desafios cada vez maiores.

Seu personagem ganha pontos de experiência (XP) matando monstros, completando missões e progredindo no jogo. Quando você ganha XP suficiente, seu personagem vai subir de nível e ficar ainda mais poderoso, permitindo superar adversários da história principal ou de sidequests encontradas pelo mapa.

Cada classe possui habilidades e equipamentos únicos — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Cada classe possui habilidades e equipamentos únicos — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Ao criar seu herói, é preciso escolher uma dentre cinco opções de classes disponíveis. Cada classe tem seu próprio conjunto único de habilidades. Você desbloqueia mais habilidades à medida que continua a subir de nível. As classes disponíveis em Diablo 4 são:

  • Bárbaro: guerreiro de inigualável força e vitalidade. Recomendado para quem gosta de pancadaria corpo a corpo sem tanta estratégia;
  • Druida: um selvagem metamorfo, pode se transformar entre formas de um urso imponente ou um lobisomem cruel para lutar ao lado de criaturas selvagens. Ele também comanda o poder da terra, vento e tempestade;
  • Necromante: são invocadores que conjuram hordas vingativas de mortos-vivos. Seus poderes fluem em três poderosos bastiões de Osso, Sangue ou Sombra para derrubar seus inimigos;
  • Renegado: o famoso Rogue, ágil guerreiro adaptável, que pode se especializar em combate à distância ou corpo a corpo. Executam ataques combinados poderosos e podem aumentar seu arsenal com venenos mortais e magia das sombras;
  • Mago: molda os elementos em qualquer forma necessária para garantir a vitória. Seja lançando relâmpagos, empalando seus inimigos sobre picos de gelo ou chovendo chamas de meteoros do céu.

 

Eles voltaram!

 

Em Diablo IV a grande vilã é Lilith, a filha de Mephisto, o Senhor do Ódio. Ela, que foi uma das criadoras de Santuário, o mundo onde se passa o jogo, é finalmente libertada de sua prisão após milhares de anos, e cabe aos jogadores lutarem para conter toda sua raiva.

Além dela, outro personagem marcante da série que tem papel fundamental na história é Inarius, co-criador de Santuário, fundador da Catedral da Luz, e um anjo poderoso. Ele procura parar Lilith e seus esquemas.

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Diablo 4 traz o retorno de Lilith como vilã principal — Foto: Divulgação/Blizzard

Diablo 4 traz o retorno de Lilith como vilã principal — Foto: Divulgação/Blizzard

Sem adentrar em spoilers do enredo do game, podemos dizer que toda a história principal do jogo é muito interessante, assim como toda a lore da franquia. Nesse quesito, inclusive, Diablo 4 adiciona mais um capítulo cheio de reviravoltas, heróis e demônios ao universo da série. Tudo isso é ilustrado com cinematics incríveis durante toda a missão principal, aumentando demais a imersão na história. Muitas vezes, a impressão é de participar de um filme, mostrando que a Blizzard mantém (e até eleva) seu padrão de qualidade nas animações, também presentes em seus outros jogos como World of Warcraft e Overwatch.

Vale destacar que a dublagem do jogo também traz muita qualidade, com vozes encaixando muito bem e interpretando perfeitamente o momento de cada cena. Pode parecer pouco, mas esse ponto diversas vezes é deixado de lado, apesar de influenciar influencia significativamente a qualidade artística do produto.

Diablo IV possui uma grande variação de equipamentos, e cada classe tem seus exclusivos. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Diablo IV possui uma grande variação de equipamentos, e cada classe tem seus exclusivos. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Gráficos

 

É possível dizer que Diablo 4 traz um dos melhores trabalhos já produzidos para RPGs de ação em termos gráficos. Por ser um game de 2023, o ray tracing é um recurso que acaba fazendo falta, mas nada que estrague a experiência e, além disso, deve chegar após o lançamento oficial.

Vale lembrar que, em games desse tipo, não faz sentido uma comparação gráfica com outros títulos de visuais belos e realistas, como God of War, por exemplo. Além da pegada diferente em relação à câmera, com visão de cima, em Diablo temos, muitas vezes, centenas de inimigos ao mesmo tempo. O que impossibilitaria todas as mecânicas do jogo com muitas camadas de gráficos.

Diablo IV possui muitos locais de interesse para explorar e conseguir tesouros. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Diablo IV possui muitos locais de interesse para explorar e conseguir tesouros. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

A ambientação sombria como plano de fundo praticamente a todo tempo dá o tom perfeito para a história se desenrolar e o jogador sentir o clima do jogo. O design dos personagens também é um ponto muito positivo no jogo. Na versão testada pelo TechTudo, a loja ainda não estava liberada, mas ainda assim os equipamentos se mostraram com um tom realista e sombrio, o que encaixou perfeitamente com o game.

Além disso, é importante destacar as animações dentro do jogo. Há uma enorme variação delas, não só das habilidades de cada personagem, mas também dos monstros, chefes e do cenário em si. E o ponto positivo não está só nessa variedade, mas também na qualidade delas.

Jogabilidade

 

A gameplay é um fator muito positivo em Diablo 4, sendo uma clara evolução de seu antecessor Diablo 3. O jogo está com uma velocidade confortável de jogar, nada muito rápido ou muito lento. Pode-se dizer que o título varia seu ritmo durante a jogatina, gerando uma experiência fluida, dinâmica e agradável. Cada personagem possui uma árvore de habilidades bem extensa, e, com isso, podendo misturar diversas skills e montar sua própria build como achar mais forte ou até mais divertido de jogar.

Conforme o personagem passa de nível, ele recebe pontos de habilidade para aprender novas ou melhorar as já aprendidas. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Conforme o personagem passa de nível, ele recebe pontos de habilidade para aprender novas ou melhorar as já aprendidas. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Outro ponto chave que mudou em Diablo IV foi o sistema de poções. Agora se assemelha a jogos estilos Souls, como Elden Ring. Dessa forma, cada personagem tem um número fixo de poções, que pode ser aumentado fazendo certas missões. E elas só podem ser reabastecidas em pontos específicos ou matando certos monstros. Ou seja, é preciso administrar muito bem o momento de usá-las.

Um ponto negativo foram vários travamentos do personagem em objetos do cenário ao andar pelo mundo aberto, mesmo sendo em uma versão offline do jogo. A expectativa é de que, na versão completa, o servidor seja melhorado nesse sentido.

Conteúdo

 

Diablo IV entrega muito conteúdo aos jogadores e não só na missão principal ou em missões secundárias. Uma das grandes novidades do título, o mundo aberto, possui diversos tipos de pontos de interesse que o jogador pode explorar.

Nele são apresentados cinco mapas gigantes repletos de locais com portais, missões, fortalezas, masmorras e altares de Lilith. Além disso, outra novidade são os World Bosses, que são chefes gigantescos que precisam de um grande número de jogadores para serem derrotados.

A ressalva fica por conta das mais de 120 masmorras, que, apesar de numerosas, são bem parecidas umas com as outras, deixando essas quests secundárias muito repetitivas.

Em RPGs de ação, é comum enfrentarmos muitos monstros ao mesmo tempo. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Em RPGs de ação, é comum enfrentarmos muitos monstros ao mesmo tempo. — Foto: Reprodução/Fernando Braga

Os jogadores encerram a história principal por volta do nível 45, se focarem nela, porém o máximo a ser alcançado é o level 100. Com isso, é possível dizer que a Blizzard deu bastante atenção ao conteúdo após o final da história, o que deve agradar aos fãs de PvP ou dungeons extremamente desafiadoras.

A loja

 

Durante nosso teste a loja ainda não estava disponível, entretanto, segundo a desenvolvedora, a promessa é que ela só venda itens cosméticos que não influenciam na jogabilidade e no equilíbrio do game. Ou seja, nada de pay-to-win, um receio da comunidade após a presença polêmica de itens do tipo em Diablo Immortal.

O Passe de batalha será disponibilizado no lançamento do jogo e oferecerá apenas itens cosméticos, as chamadas skins. — Foto: Divulgação/Blizzard

O Passe de batalha será disponibilizado no lançamento do jogo e oferecerá apenas itens cosméticos, as chamadas skins. — Foto: Divulgação/Blizzard

Também está confirmado um Passe de Batalha, no estilo de Fortnite. Assim, jogadores que adquirirem essa opção poderão realizar atividades dentro do game e, aos poucos, subir níveis do passe para desbloquear novas recompensas – de acordo com a Blizzard, nada que dê vantagens.

Mandou mal

 

Um aspecto que não agradou durante a jogatina é a interface. O mapa transparente no meio da tela, por exemplo, que é um recurso clássico da franquia, foi removido do jogo. Assim, em muitas situações é necessário abrir o mapa na tela diversas vezes para saber onde ir, algo que prejudica bastante a gameplay nas masmorras, por exemplo, onde o jogador pode se perder com facilidade.

World Boss são chefes gigantes que precisam de um grande número de jogadores juntos para serem derrotados. — Foto: Divulgação/Blizzard

World Boss são chefes gigantes que precisam de um grande número de jogadores juntos para serem derrotados. — Foto: Divulgação/Blizzard

Outro ponto negativo da interface são os menus do inventário: é preciso adicionar botões de filtro para raridades específicas de cada item, o que vai ajudar a decidir o que fazer com as dezenas de equipamentos que coletamos em cada dungeon.

Também é preciso mencionar o valor parar comprar o game. Os jogadores de console já estão acostumados ao preço de jogos AAA, por volta de R$ 350, valor praticado tanto por Nintendo quanto por Xbox e PlayStation. Entretanto, o valor aqui se repete para usuários de PC, significando um padrão bastante alto para a plataforma e que pode ser um impeditivo para quem estiver interessado no título.

Vale a pena?

 

Diablo é uma franquia consagrada ao longo de muitos anos que criou uma legião de fãs fiéis, e os três últimos jogos são considerados por muitos os melhores jogos do gênero ARPG. O quarto título da série mantém o mesmo padrão de qualidade ao trazer a franquia para geração atual de consoles, entregando gráficos de altía qualidade e jogabilidade dinâmica.

Dito isso, podemos separar a indicação do jogo para três tipos de pessoa: quem já jogou Diablo, quem nunca se aventurou na franquia, mas gosta de RPGs, e também quem não tem familiaridade com games desse estilo.

Apesar do jogo possuir diversas masmorras, muitas delas são bem parecidas. — Foto: Divulgação/Blizzard

Apesar do jogo possuir diversas masmorras, muitas delas são bem parecidas. — Foto: Divulgação/Blizzard

Para os antigos jogadores de Diablo, a resposta é fácil: sim, com certeza vale a pena. O jogo aprimorou muitas mecânicas das edições anteriores e dá sequência a todo o universo de Diablo, com seus personagens icônicos. Certamente será um título para jogar por muitos anos, sobretudo com todo o conteúdo que está por vir.

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Pensando em jogadores experientes de RPG, também podemos dizer sim ao jogo. Diablo é um game que provavelmente vai agradar a quem já experimentou outros estilos de RPG, não necessariamente de ação. Características como história, níveis, construção de builds, combates estratégicos, competição, exploração, entre outros, são pontos positivos para o usuário que já experimentou e gostou dessas experiências em outros jogos.

Agora, para jogadores mais casuais ou até para aqueles que nunca experimentaram um jogo de RPG, talvez seja melhor testar o estilo em algum título gratuito, como Path of Exile, antes de decidir comprar Diablo 4. O game vai entregar qualidade e é bastante intuitivo desde o início, mas, pode sair muito caro para quem não está familiarizado com o gênero.

Jogo marca bem a chegada da franquia à nova geração de consoles

Diablo IV entrega belos gráficos e jogabilidade dinâmica, mas pode melhorar na diversidade de conteúdo.

Gráficos:9
Jogabilidade:9.5
Conteúdo:8
História:10

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